sábado, 19 de junho de 2010
Ata número vinte e oito
Aos cinco dias do mês de maio do ano de dois mil e dez, na sala da direção da UBS/IAPI, em nome do Conselho Local de Saúde do posto IAPI, com a presença de: Ana Assis, Ana Maria Cabral, Maclaine Roos, Marcus Vinicius Robke, Marialva Ferreira Gianotti, Rosemeire Coutinho, Simone Sabedot Stelyus Leônidas Mariano Silveira e Gabriel Antonio Vigne, ás quatorze horas e dez minutos, deu-se o inicio a reunião do CLS. Lida e aprovada á ata anterior, sem ressalvas, Ana Cabral passou a dar retorno de itens da reunião anterior, que em reunião de diretoria ficou ajustado a liberação de fichas para atendimento médico de crianças de um mesmo cadastro até um limite de cinco pessoas, e para adultos foi limitado a duas fichas, quanto que na odonto, havia cadeiras com problemas, e como haviam sido adquiridas duas cadeira novas com recursos do orçamento participativo, e após negociação com Carolina coordenadora da odonto, optou-se por destiná-las para a UBS e não para o CEO como estavam destinadas, fazendo doação das cadeiras defeituosas, conforme acordado com o sub-secretario da saúde o senhor Marcelo Bozzo. Rosemeire faz retorno do questionamento feito por Simone sobre a transferência de equipamentos oftalmológicos transferidos para outra unidade, e que após verificar junto ao departamento de patrimônio, nada se constatou de verídico nessa informação. Simone diz ter recebido a informação através de médico oftalmologista do posto Santa Marta, tendo inclusive recebido a informação de que os equipamentos oftalmológicos não estão recebendo a devida manutenção, pois existe apenas uma pessoa credenciada no Rio Grande do Sul, e como esta pessoa estava adoentada, muitos equipamentos estão inoperantes, motivo porque foi reencaminhada para consultar no Hospital Petrópolis, onde o aparelho estava em funcionamento. Marialva tomou a palavra fazendo um retrospecto sobre as peripécias que teve que efetuar para tentar infrutiferamente conseguir atendimento para sua mãe octogenária. Disse ainda, que seguindo instruções recebidas do médico que atendeu sua mãe no GHC, por ocasião da alta hospitalar em fins de fevereiro último, deveria solicitar o atendimento em seu posto de referencia, no caso o IAPI, e que desde inicio de março tentou obter com Anemari e Jane, a reintegração junto ao programa de assistência ao acamado, ou que enviassem uma enfermeira para constatação in locum, já que sua mãe não conseguia se manter de pé, e tendo muitas dores na nuca. Ao obter consulta com Lajose, disse ter sido muito bem atendida, recebendo uma receita de TYLEX, que pouco adiantou, obteve então o agendamento para a doutora Ivana, porem como era para daí á quatorze dias, solicitou a interferência de Anemari, que redigiu um bilhete para Ivana, solicitando medicação para a paciente Elly, recebendo uma receita para aquisição de medicamento que também não produziu os efeitos esperados. Ao insistir nas necessidades de uma visita, encontrou resistência por parte da coordenação do PADA, alegando que a solicitante estava muito ansiosa, sugerindo que a mesma deveria fazer tratamento, o que na realidade era causando pela mora de quase dois meses, sem obter o socorro desejado, que era o de um acompanhamento mais próximo. Ao se dirigir á auditoria do GHC, foi orientada a se dirigir á auditoria do município e fazer um depoimento. Que apesar das dificuldades financeiras, recorreu a empresa Mae de serviços de emergência, que aplicou apenas injeções de buscopan composto. Ao solicitar a remoção para o GHC, alegaram só fazer o transporte se houvesse garantia de hospitalização, tentou a SAMU por duas vezes, que se negou a prestar socorro e fazer o transporte, tendo então se recorrido do vereador Brasinha, que conseguiu uma ambulância para o transporte ao hospital, onde permaneceu por até altas horas da noite e conseguindo com o GHC uma ambulância para o retorno para casa e sem solução para as dores. No dia vinte e cinco, seu companheiro retornou do litoral e fez a remoção para o GHC, onde se encontra hospitalizada com infecção pulmonar e hidrocefalia. Marcus Vinicius tenta expor as dificuldade de disponíveis e não dispondo de equipe para atendimento emergencial domiciliar, com serias dificuldades em atender pacientes que se deslocam até o posto, pois os médicos estão se aposentando e não sendo repostos pelo poder público, e atendendo mais pessoas do que comporta sua capacidade com os recursos disponibilizados, não só no IAPI, mas em toda a rede de saúde o mesmo ocorrendo com enfermeiras e auxiliares da saúde. Maclaine diz que já foi solicitada a criação de três PSFs para o IAPI, porem como a cidade tem regiões mais carentes, o IAPI esta sendo preterido em favor daquelas. Marcus Vinicius cita que a campanha de vacinação esta exercendo uma demanda ainda maior de servidores e sobrecarregado os funcionários que se esmeram no atendimento público. Simone questiona sobre a possibilidade de doações de bens e dinheiro. Marcus esclarece que doações de bens seriam bem-vindos, no entanto monetários teriam que ser convertidos em bens antes da doação. Marialva agradece a atenção e pede licença para se retirar, pois deve acompanhar sua mãe no hospital. Marcus orienta Marialva, que no ato em que sua mãe tiver alta, deve solicitar o atendimento do PAD, que seria o atendimento hospitalar residencial, acompanhando por um período de transição até a efetiva normalização para então o posto assumir, disse ainda ter recebido da auditoria a reclamatória e que enviou ao PADA, para sua justificação. Rosemeire acrescenta que este caso não é o primeiro nem será o último. Ana Cabral diz que de qualquer forma deve-se verificar se houve ou não o reingresso de Elly no programa de acamados. Marcus diz que se houver situação de emergência o paciente deve ser removido ao hospital ou ao posto para uma avaliação profissional. Ana Assis pede a palavra para comentar que Giselda da área de curativos, solicita que se adquiram algumas fruteiras cromadas, para que se possam colocar os curativos a serem utilizados, possibilitando o remanejo para o alcance da mão, próximo ao paciente, bem como a recuperação das proteções de madeira junto as paredes e em segundo lugar, os acordos de funcionamento do brechó que seriam simultâneos com o crochê, e que para sua surpresa, as senhoras do crochê não estariam cumprindo os acordos feitos através do conselho, sentindo-se constrangida em prosseguir devido a falta de palavra. Ana Cabral diz que devera falar com Mariângela para verificar algum mal entendido. Ana Assis diz não poder haver mal entendido por ter havido a participação de duas participantes e ter comunicado por escrito. Quanto a solicitação de Giselda, a mesa optou por solicitar orçamentos das fruteiras e da quantidade necessária. Rosemeire diz que as constantes reclamações sobre a farmácia, não são de responsabilidade da direção do posto, pois sua administração é feita pela Gerencia Distrital e coordenada através do senhor Ricardo Wilke, que responde pela mesma. Isto posto passamos a verificar as sugestões dos usuários; que a marcação de consultas seja somente através de agendamento, não permitir que o médico Luiz Almeida se aposente, aumentar o numero de funcionários, limparem os banheiros que cheiram á urina, disponibilizar mais lixeiras, faxineiras novas, quando for marcada uma cirurgia plástica informem ou telefonem avisando, solicitar ao prefeito que restabeleça o posto vinte e quatro horas, aumentar o numero de agendamentos, agendar para trinta ou quarenta e cinco dias, fazer agendamentos por telefone, pessoas de outros postos sendo atendida em detrimento dos usuários locais, solicitação da impressão da agenda para cada medico já no dia anterior evitando que a queda se energia prejudique o atendimento já marcado com antecedência. Nada mais havendo a tratar lavrei a presente ata, que vai assinada por mim, Gabriel Antonio Vigne e demais presentes.
Assinar:
Postar comentários (Atom)
Nenhum comentário:
Postar um comentário