sábado, 19 de junho de 2010

Ata número vinte e dois

Aos dois dias do mês de dezembro do ano de dois mil e nove, reuniram-se na sala da direção da UBS/IAPI, ás treze horas e dez minutos conforme reza o estatuto do CLS, Ana Assis, Simone Sabedot, Ana Maria Cabral, Ana Elisa, Maclaine Roos, Maria Otilia e Gabriel Antonio Vigne. Foi então solicitado que fosse lida a ata anterior, momento em que me dei conta de que havia saído ás pressas de casa, esquecendo o livro onde a mesma havia sido lavrada. Decidiu-se que sua leitura seria feita e assinada, por ocasião da próxima reunião. Apresentei então uma pauta de reinvidicações, que tinha a intenção de apresentar extra oficialmente ao CMS, e de caráter particular, embora versasse sobre assuntos já tratados em reunião do CLS e CDS noroeste, carecendo de maiores esclarecimentos. Simone cita que em reunião anterior havia questionado sobre verbas disponibilizadas ao gestor do posto, para atendimento de reparos urgentes, e caso não as tivesse, poderia solicitar através do MP, porém como já existe lei que determina a existência dessa verba, não haveria necessidade de um processo, bastando fazer a solicitação embasada no que a lei determina. Maclaine informa que realmente existem valores disponibilizados, porem muito aquém das necessidades, e que em algumas áreas foram feitas reformas, todavia a cidade tem prioridades em muitos postos que tem necessidades bem mais urgentes do que as do IAPI, portanto não seria justo disponibilizar recursos para postos que estão tendo condições de atender, em detrimento de outros que estão sendo demolidos pelo tempo ou intempéries da natureza. Existem verbas que são disponibilizadas pelo OP e destinadas para postos e que não devem ser embutidas como sendo da SMS, pois são verbas especificas. Ana Assis informa ter participado de varias reuniões da SMS, e que existem verbas destinadas para uso do IAPI, mas que não saem do papel, havendo sérias dificuldades em sua aplicação efetiva, sendo dificultadas por burocratas que dispõem de conceitos diferentes, preferindo o sucateamento e privatização do SUS. Ana Cabral passou a informar sobre o questionamento dos transportes tratados na reunião anterior por Jane, em que pacientes da fisioterapia haviam sido priorizados, em detrimento de outros de consultas e exames de alta complexidade e de difícil agendamento, informou que, ao dirigir o questionamento ao Doutor Marcus Vinicius, foi informada de que o assunto deveria ter sido levado ao conhecimento da gerencia por ocasião do ocorrido, não sendo apropriado o encaminhamento através do CLS, pois o responsável pelos agendamentos, havia se equivocado em relação às prioridades, que poderiam ter sido evitados que mais casos tivessem ocorrido. Como segundo informe, seria a solicitação feita pela fisioterapeuta Elaine, que solicitou medicamento utilizado em proctologia, e que havia acabado, e que teria que suspender tratamentos. Maclaine diz, que já ocorreu em anos anteriores o mesmo caso, e que haviam solucionado o caso efetuando a venda de jornais, adquirindo então o medicamento em questão, muito embora seja dever do SUS, fornecer não apenas as condições, mas também disponibilizar o material necessário para a execução dos trabalhos. De comum acordo, a mesa decidiu que, em regime de emergência, se efetuasse a disponibilização do valor necessário para aquisição do produto, com fundo da receita do brechó. Ana Cabral solicita que se encontre uma forma de oficializar o brechó, realizado no saguão da área sete, nos primeiros três dias da segunda semana de cada mês, pois haviam recebido reclame da ouvidoria, citando a comercialização de roupas usadas, no recinto do posto, e que um usuário havia formulado queixa de que um vigia estaria experimentando uma camisa, se dispondo em atendê-lo, somente após completar a tarefa, o que foi desmentido pela voluntária Ana Assis, que isso jamais aconteceu durante a existência do brechó, e não dispondo de vestiário para esse tipo de atitude. Disse ainda, que ao retornar para sua sala, encontrou um bilhete da senhora Luzia, solicitando maiores detalhes, pois no posto não é local de se comercializar roupa velha e crochê, e que ali poderia ser colocada uma enfermeira, para verificar pressão e outros trabalhos que a população realmente necessita. Ao tentar expor o assunto para a senhora Luzia, foi informada de que outros usuários teriam se dirigido a ela, solicitando permissão para comercializar seus produtos, não aceitando a ação, embora meritória dos que ali estão desempenhando seu papel de colaboradores, para o bem estar dos próprios usuários. Ana Elisa comenta, que na Vila Ipiranga existe um brechó, mantido pelo posto, e que poderíamos obter maiores informações com os mesmos. Maclaine diz, que se ficarmos a mercês da SMS, nada é feito. Igualmente tentou sensibilizar empresas a colaborar na divulgação da saúde e na realização de eventos, não obtendo a adesão esperada, sendo embora de forma ilegal, a única forma viável de se manter o serviço de integração da comunidade. Maria Otilia cita que a população não tem conhecimento de que sua colaboração no brechó, só ocorre nos momentos de folga, podendo ser interpretado como se estivesse ausentando de suas tarefas no atendimento de usuários. A seguir passamos a comentar sobre a execução dos trabalhos realizados na sala espaço vida, para onde serão remanejadas as senhoras que produzem tricô, e em contra partida, liberando a sala ocupada na área onze, para uso do CLS e CDS, para suas reuniões e guarda de materiais. Ana Elisa comenta sobre um paciente que chegou às treze horas para verificar a pressão. Como foi solicitado que aguardasse alguns minutos, como é de praxe ocorrer, quando a pessoa chega da rua, apresentando sinais de estafa. Após minutos foi verificada a pressão, que se apresentava normal, a paciente informou que iría consultar seu médico particular, e que a mesma (Ana), tomou o cuidado de fazer a observação na ficha de verificação e controle. Posteriormente recebeu intimação com a alegação de que estaria fazendo crochê, coisa que afirma não saber fazer. Foi então localizada a ficha controle e sendo constatado que havia no momento, um acumulo de pacientes na área, comprovando se tratar de atitude maldosa por parte do paciente. Maclaine informa que havia recebido reclamação de que o brechó estaria utilizando bancos, enquanto pessoas estavam em pé na fila, sendo constatado que havia inúmeros bancos disponíveis o tempo todo, sendo a reclamação improcedente. Passou-se a verificação dos informes da caixa de sugestões, sendo constatado a solicitação de um bebedouro no setor de fisioterapia, solicitação de mais fichas para a ginecologista Carmem, solicitação de bancos para a fila de espera na rua, condenação para emergência de quem fuma, usa álcool ou droga, elogios para medicina preventiva, que é eficiente e econômica, suporte nos banheiros para dependurar bolsa, mais limpeza nos banheiros, prazos muito longos para agendamento de consultas. A seguir passamos a verificar a possibilidade de se convocar algum suplente para ocupar vaga existente no CLS, ficando Ana Cabral de manter contato. Nada Mais havendo a tratar, lavrei a presente ata, que vai assinada por mim, Gabriel Antonio Vigne, e demais presentes.

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